Segunda Linha.

Ninguém luta por prêmio de consolação. Não se vê atletas treinando para o segundo lugar, nem tampouco  se orgulha de algo que vem só pra dizer que você participou, pra calar um olhar triste de quem perdeu ou ainda não conquistou o título.

Não se exibi um troféu  de participação, não  há comemorações pra quem quase ganhou…Não seja hipócrita de não concordar, mas existem coisas mais especiais que outras, existem os tapa buracos,  aquilo que usamos pra passar o tempo até que outra coisa apareça.

Digo isso porque pareço uma medalha empoeirada no canto da galeria de troféus. Aquela que está escondida atrás de uma foto, que deixa a mostra somente a fita. Tenho meu valor, mas não a admiração, nem o carinho. Tenho um espaço, mas não a honra, não o prazer da companhia…Sou a primeira a ser colocada na gaveta.

Posso me revoltar e sair derrubando os troféus adorados,  berrar por um lugar de honra, pular no pescoço e querer também estar no álbum de fotos, mas não tenho tal força, pobre prêmio de consolação! Então devo aceitar meu lugar sufocante, devo procurar uma maneira de me sentir cômoda diante dos fatos e tem dias que eu até consigo.  Só que hoje estou ferida, estou chorosa, sozinha. Estou confusa , me sentindo desrespeitada, me sentindo a pessoa mais desprezível do universo.  “E me lembrei de uma historinha da escola dominical, ‘O Bom Pastor”.

Muitas ovelhas…brancas, malhadas, pretas. As premiadas, as mais bonitas, as dóceis, muitas…muitas. Aquelas que se mostra pras visitas, aquelas de quem se tem orgulho. Estas que não se parecem comigo! Então aquele Pastor que tem muitos troféus reluzentes no seu pasto, percebe a falta de uma…Uma ovelha idiota que se perdeu porque com certeza não tinha muitos conhecimentos, ou não suportava a pressão de não ser como as outras…Ela se perdeu! Podia passar desapercebido, deveria alias, mas não pra Ele.

Adoro esta parte da historinha, o Bom Pastor larga as outras, e procura a tontinha que se perdeu, e chama por ela, e a encontra. Pega ela no colo e dá a ela o seu momento de glória! Aquela ovelhinha não era mais uma no rebanho, não era figurante, nem tampouco  um premio de consolação, ela tinha seu valor. Podemos não entender qual era, isso é coisa do Pastor, podemos não concordar em se dar valor a certas coisas, mas convenhamos nada melhor do que  os braços de alguém que te valoriza, que vê em você coisas que nem você acredita!

Com certeza estas coisas só poderiam vir de Deus, as pessoas não conseguem  ver a alma.Espero que hoje, neste dia tão triste eu possa ser encontrada pelo Pastor  e ele me tire desta estante empoeirada e me carregue em  seu pescoço, não como um consolo, mas como algo do qual Ele tem muito orgulho porque estava perdido e Ele encontrou !

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