Meu amigo !

Eu já sonhei com um mundo melhor, e acreditei que saquinhos de leite ajudavam doentes, já torci pelo Brasil na copa, já depositei cupons, joguei na loteria. Eu já aceitei flores achando que era prova de amor e desculpei crendo que havia arrependimento…Um dia neste tempo todo da minha vida eu fui crédula, eu fiz as coisas de coração, eu me doei , eu era pura.

O pior de passar por certas situações é que você perde tal pureza, você não consegue mais ver tanto glamour, e começa a entender o mecanismo da vida moderna e isto te torna um madura e amadurecer é dolorido.

Não consigo mais me importar com certas situações e nem me submeto a muitas exigências… Já não me empolgo com palavras bonitas, nem sorrisos encantadores, não é qualquer pessoa que me desperta o interesse e me permito ser absolutamente encantada por seres inteligentes. Seres que não me subestimam.

E nestes dias monótonos que são bem comuns no mundo das amadurecidas… Ele surgiu, uma versão feminina de mim? Em partes ! Mas ele é aquilo que eu idealizei como condizente. Apareceu nem sei como porque parece que sempre esteve ali.

Dissimulado, tem um olhar desnudo capaz de despir o espartilho oculto. Possui a sagacidade dos vorazes, a astúcia dos felinos devoradores, suas intenções não vão além das necessidades primitivas do homem: Conquistar, marcar, exibir, aproveitar e nunca comprometer-se.

Sacana com êxito, impostor por conveniência e mesmo quando quer se redimir é cafajeste. Sabe o que suas presas querem ouvir, é amigo quando convém e some quando menos se espera… Mas tudo passa despercebido por culpa de um único detalhe ele é BOM. Como aquele chocolate megacalórico, possui uma inteligência tão  impetuosa …tão minha. Encontrei um amigo.

Posso ser eu mesma, que ele não se admira, não arregala os olhos, não curva a sobrancelha, nem diz “Com esta cara de quietinha, hein !”. Posso dizer desde a coisa mais séria até a loucura insana que ele não me julga, não deixa de rir e o melhor me responde!

Não entramos em questões filosóficas ainda, nem discutimos futebol, não há cobrança natural das amizades, somente sorrimos das misérias… Se nos falamos, falamos! Se não, não! Mas falamos!!

É tudo leve, e às vezes gira, os absurdos são vistos de forma branda. Sei pouco sobre, e ele nada sobre mim, suas trapaças não me incomodam, nem seu harém. Depois de tanto tempo curtindo a absoluta solidão reclusa, me pego rindo de lembrar do Amado Batista e de não lembrar nem de como cheguei em casa… Não falamos de sentimentos, só da ausência dele! Não nos olhamos nos olhos, não falamos de sentimentos. Nem do futuro, nem do dia seguinte, nem de consequência porque tais coisas não existem. Ele é meu amigo e eu amiga dele e isso é tudo.

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